Cientistas descobrem 'cânceres transmissíveis', espalhando-se entre frutos do mar

Tumores transmissíveis encontrados em três espécies de bivalves 
Os pesquisadores descobriram tumores entre os mariscos, mexilhões e amêijoas da Espanha e do Canadá, que originaram em outras espécimes individuais. 
Em outras palavras, o câncer tinha de alguma forma se espalhar através do ambiente de indivíduo para indivíduo, e não encontrou a composição genética de seus hospedeiros.
Um câncer contagioso como vírus parece algo saído de nossos piores pesadelos. 

Embora raros, tais casos são uma realidade na natureza. 

Até recentemente, eram conhecidas quatro linhagens de células cancerosas que poderiam ser passadas de um animal para outro: duas afetando os demônios-da-tasmânia, espécie de marsupial da ilha na costa australiana; uma, com idade estimada em mais de seis mil anos, atingindo os cachorros; e outra numa espécie de amêijoa 






O mar está repleto de células de câncer contagiosas que se estão a espalhar entre animais e até entre diferentes espécies marinhas, de acordo com uma pesquisa que levanta dúvidas quanto à possibilidade de a doença também se tornar contagiosa nos humanos.

A investigação, cujos resultados foram publicados na Nature, detectou cancro infecto-contagioso em três tipos diferentes de mariscos.

Os investigadores encontraram mexilhões, berbigões e ameijoas, das costas do Canadá e de Espanha, infectados com tumores originários de outros animais.
Esta descoberta que abre a porta à possibilidade de transmissão entre os humanos.

No ano passado, um homem infectado com o VIH / SIDA morreu porque tinha um parasita com câncer a crescer dentro de si
Para já, não há motivos para alarme. 

“Só é um problema se se for um molusco”, aponta Stephen Goff, professor do Centro Médico da Universidade de Columbia, nos EUA, e um dos investigadores envolvidos na pesquisa, em declarações ao jornal inglês Independent.

“Não há evidências de que os tumores dos moluscos se tenham espalhado para lá dos moluscos.

Não é provável que causem problemas porque temos um sistema imunitário que funciona”, nota Goff.
O sistema imunitário dos moluscos é muito primitivo, deixando-os mais expostos a cancros infecciosos. Nos humanos, a mera presença de tumores de outros organismos leva o sistema imunitário a reagir prontamente e a atacá-los, caso esteja a funcionar devidamente.

O cancro é transmissível entre humanos em situações de mãe para o feto e entre gémeos no útero materno ou em situações de transplante de órgãos.

O que não se sabe é se esta descoberta de cancro contagioso no mar pode indiciar uma eventual evolução das células cancerígenas humanas para se tornarem também infecto-contagiosas.
A descoberta motiva necessariamente, “uma mudança de pensamento”, conforme nota Goff.

“Há células contagiosas a flutuarem pelo mar que podem colonizar um hospedeiro susceptível”, atesta o professor.

Nossos resultados indicam que a transmissão de células cancerosas é um fenômeno generalizado no meio marinho, com várias linhagens independentes, desenvolvendo-se em múltiplas espécies.

Os “casos de câncer transmissível de câncer parecem superar as doenças espontâneas, pelo menos nas espécies investigadas até agora”, afirmam ainda os investigadores.
A próxima fase da pesquisa vai centrar-se no estudo dos processos genéticos envolvidos nesta transmissão infecto-contagiosa das células de cancro.

"Estes cancros transmissíveis constituem uma classe distinta de agente infeccioso e mostrar a notável capacidade dos tumores em adquirir novos fenótipos [tipos genéticos] que promovam a sua própria sobrevivência e propagação. "

Professor Stephen Goff, um dos pesquisadores envolvido no estudo, disse ao The Independent que os resultados tinham feito pensar diferentemente sobre ambientes marinhos.

"É interessante notar que o oceano é um mar de várias bactérias e agora células[câncer] que são capazes de ser em agentes patogénicos", disse ele.

"Eu acho que é uma espécie de mudança de pensamento, que existem células contagiosas flutuando no mar que podem colonizar um hospedeiro susceptível."

Os pesquisadores dizem que vão estudar os processos genéticos envolvidos na transferência de tumores de uma criatura para outra , na esperança de aprender mais sobre como o câncer se espalha em seres humanos.

Implicações para os seres humanos?

Embora os pesquisadores dizem que os resultados não devem desencorajar as pessoas a comer moluscos ou de se aventurar no oceano, há preocupações de cancros transmissíveis poderia tornar-se um problema para os seres humanos.

Segundo os pesquisadores liderados por Stephen Goff, professor do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Centro Médico da Universidade de Colúmbia, nos EUA, porém, não há risco de a doença passar para humanos que consumam os moluscos.

De acordo com o estudo, publicado na edição desta semana da revista “Nature”, células cancerosas de uma linhagem específica estão se espalhando na população de uma espécie de mexilhão (Mytilus trossulus) encontrada na costa da província da Colúmbia Britânica, no Canadá; outra linhagem, entre exemplares de amêijoas Polititapes aureus coletadas na costa atlântica da Espanha e também do Canadá; e duas linhagens de origens independentes em berbigões da espécie Cerastoderma edule no Leste do Atlântico. Em todos casos, análises genéticas comprovaram que os cânceres — que atingem o sistema circulatório dos animais, como a leucemia em humanos — têm um perfil de DNA diferente do dos moluscos afetados, isto é, foram contraídos.

Além disso, as mesmas análises mostraram que as células cancerosas que estão se desenvolvendo nas amêijoas P. aureus na verdade são provenientes de outra espécie do molusco, a Venerupis corrugata.

Surpreendentemente, os cientistas verificaram que as próprias amêijoas V. corrugata, que dividem habitat com as P. aureus, não parecem sofrer com o câncer. Os pesquisadores suspeitam que, com o tempo, as amêijoas onde a doença se desenvolveu originalmente adquiriram resistência à infecção, e para sobreviver as células cancerosas passaram a atacar uma espécie relacionada.

“Juntos, estes achados parecem pintar um cenário de campos de mexilhões ao redor do mundo tomados por células cancerosas metastáticas que se espalham tanto intra quanto entre espécies”, escreveu Elizabeth P. Murchison, pesquisadora do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em comentário que acompanha o artigo na “Nature”.

“E embora os mecanismos de transmissão do câncer ainda não estejam claros, a natureza imóvel destes invertebrados que se alimentam por filtragem sugere que as células cancerosas flutuam no ambiente marinho e invadem seus hospedeiros por meio de brechas nos seus sistemas respiratório ou digestivo”.

Ainda de acordo com os pesquisadores, o potencial de as células cancerosas se tornarem agentes infecciosos livres entre os moluscos levantam questões sobre se isso seria possível também entre seres humanos.

Historicamente, há relatos de transmissão da doença de pessoa a pessoa, como durante a gravidez, tratamentos experimentais, por acidentes cirúrgicos e, em especial, por transplantes de órgãos. Mas tais casos são extremamente raros, ocorrendo em apenas cerca de 0,04% das operações, e nunca além de entre dois indivíduos, o doador e o receptor.

Mais recentemente, no entanto, foi relatado o caso de uma pessoa imunodeprimida com células aberrantes de um verme da família das tênias espalhadas pelo seu corpo, o que demonstrou que, pelo menos em condições especiais, células cancerosas podem invadir outras espécies, como os cientistas viram agora acontecer entre as amêijoas.

Os cientistas não têm certeza se as células cancerosas contagiosas são um desenvolvimento recente, ou se eles estão aí o tempo todo. de qualquer maneira, as implicações são bastante preocupante, para dizer o mínimo.

Se você precisa de algumas palavras tranquilizadoras neste momento, no entanto, eu vou deixá-lo com os comentários do Professor Mel Greaves, diretor do Centro de Evolução e Câncer no The Institute for Cancer Research, em Londres, que disse que os resultados são "não há motivo para preocupação:"

"Em todos os três casos, a transmissão foi possível porque uma rota de sangue para as células cancerosas estava disponível e o sistema imunológico estava comprometido.

Este risco é realmente muito, muito pequeno.

Em relação a estes novos resultados em marisco , o público não deve ser de todo alarmado como os processos envolvidos são diferentes daquelas nas pessoas.

"A biologia é, no entanto, muito interessante, com implicações para a evolução de ambos os clones de células de câncer e reconhecimento imunológico dentro e entre as espécies ".

Fonte:
http://www.naturalnews.com/054558_shellfish_transmissible_cancer_infectious_disease.html


http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/cancer-contagioso-se-espalha-entre-especies-de-moluscos-19571320

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Sobre: Adrien marinho II

Adrien Marinho . Sou agnóstico teísta, formado em direito, publicidade. Sei desenhar, tocar guitarra, bateria e tenho TDAH. O motivo do site é o mesmo da pagina, alertar as pessoas com mais detalhes e conteúdo sobre as informações camufladas pela televisão e mídia num modo geral. Explicando com mais detalhes os escândalos envolvendo vacina, remédio, alimentação, Projeto Blue Beam , Iluminati. e tudo que se encontra oculto em nossa sociedade.
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